.."Abrir-se para o contato com as energias telúricas do ventre, com o objetivo de eleva-las e transmutá-las em movimentos espirais, é mais do que necessário para as mulheres de hoje..."
Texto de Lucy Penna, " Dance e Recria o Mundo".


Ventre, s
egundo o Novo Dicionário Aurélio: " Nesta parte do corpo, situada entre o tórax e a bacia, estão contidos os principais órgãos do aparelho digestivo, excretor e reprodutor".
Se analisarmos essa definição é no ventre que simbolicamente, digerimos o que pensamos e captamos, liberamos aquilo que não tem importância e é nele onde está a função mais importante e mais significante nas mulheres, gerar novas formas de " ver a vida".

Todo esse simbolismo, nos leva a crer que o ventre é a nossa fonte de energia, de consciência, de experiência. Antigamente, em tempos antigos por incrível que pareça essa concepção do ventre era mais real, as mulheres tratavam o ventre como a parte mais importante, ele era cuidado, cultuado, dançado e reverenciado. Nesse tempo, o contato com o ventre era essencial, existia a busca pela sabedoria.
Segundo Lucy Pena, As mulheres dançavam em honra a Deusa e tinham um relacionamento com o próprio corpo, comum há muitos séculos; havia uma sabedoria naquele tipo de contato com o poder criador do ventre que faz falta ás mulheres e aos homens atualmente.
Hoje o ventre é cultuado se for " malhado", definido, caso contrário ele é descriminado, escondido, apertado em cintas; gerar vida virou preocupação as mulheres grávidas de hoje antes mesmo de começar o crescimento do bebê, já se preocupam com a forma que iram ter e como voltar a sua boa forma.
Esse relacionamento é complicado, o que deveria ser o centro de novas experiências, de mistério e conhecimento, vira o centro da estética. Não estou levantandoa bandeira da obesidade, muito pelo contrário, é a nossa relação com o ventre que precisa ser reavaliada.
Pense, de que maneira você se relaciona com seu ventre? Ele só é lembrado quando tem má disgetão ou cólicas?
Temos que lembrar que o ventre "fala" com a nossa mente e coração; é nele que sentimos aquele friozinho na barriga quando estamos ansiosos ou nervosos, é nele que sentimos as famosas borboletas quando apaixonadas e é também ele que avisa quando a comida não é de boa qualidade. É no ventre que acontece o milagre da vida, é nele que nossos filhos vivem até nascer, quer relação mais importante que está? Afinal sua primeira casa foi o ventre de sua mãe, foi lá que você se estruturou e ganhou vida!
O despertar para o casamento alquímico com o nosso ventre depende da busca do auto-conhecimento. Para as mulheres, uma das formas de entrar em contato com o ventre é através da dança do ventre. Com a dança, através dos movimentos, a mulher percebe fisicamente a existência do ventre. Com o passar do tempo a mulher começa a perceber o ventre mentalmente e depois com o coração e a alma, segundo uma visão taoísta, o ventre só alcança a plenitude quando sintonizado ao peito humano.
Se conseguimos essa ligação do ventre com o coração e a mente quem sabe conseguiremos entender nosso eu e ser mais belas e sábias!!!






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